Prefeitura de Catalão vai contestar na Justiça o pedido de pagamento retroativo de 13º e férias de ex-prefeito

Prefeito, Adib Elias (PMDB) afirmou que é imoral o pedido daquele que deixou uma dívida imensa para o município

O prefeito de Catalão, Adib Elias convocou uma entrevista coletiva nesta quarta-feira (13), para afirmar a indignação contra o pedido na Justiça feito pelo ex-prefeito, Jardel Sebba (PSDB), para receber retroativamente o 13º salário, mais férias acrescido do abono de 1/3 referente aos quatro anos frente à prefeitura, entre 2013 e 2016. Além do prefeito, vereadores da gestão passada também acionaram a justiça pelo mesmo motivo. A notícia foi veiculada no jornal O Popular.

 

Se acatado o pedido pela Justiça, o ex-prefeito terá direito a receber cerca de R$ 500 mil reais da Prefeitura de Catalão, um valor expressivo que faria falta aos cofres públicos e geraria um grande reflexo negativo ao município.

"Fico surpreso com essa notícia, pois diante da péssima administração anterior, das dívidas deixadas pelo ex gestor, ainda requerer dinheiro dos cofres do município? Perdeu a chance de ter uma atitude coerente, pautada pela moralidade. Irei recorrer à justiça, preciso defender o dinheiro suado da população, pois são eles que verdadeiramente trabalham pela cidade “, disse Adib Elias.

Lembrando que antes mesmo dessa notícia, o prefeito já havia afirmado em entrevista na Rádio Sucesso que iria doar o 13º salário, para o tratamento de pessoas autistas de um projeto de ecoterapia. "É o momento dos políticos brasileiros darem o exemplo, por isso as pessoas têm ficado enojadas com a política, por isso vou defender os cofres públicos. Como os vereadores da gestão passada também entraram com a ação trabalhista, cerca de R$1 milhão seriam retirados do município, que poderiam ser aplicados em benefícios ou grandes obras para a população, enfatizou o prefeito.

O procurador-geral de Catalão, Leonardo Rocha afirmou que irá recorrer e explicou a defesa. “Recebemos a petição inicial, a citação da ação na semana passada e temos o prazo de 30 dias para fazer a contestação. O município vai alegar que nos anos anteriores não existia a legislação que previa o pagamento de 13º, como existe agora já que foi votado pelos vereadores. Queremos mostrar a verdadeira posição da oposição que tem criticado a questão do 13º, mostrando a situação de como eles se posicionam na via judicial”, finalizou o procurador, Leonardo Rocha.