Geografia

 
Mapa de Catalão.

O município de Catalão encontra-se a sudeste do estado de Goiás, numa área com duas formas de relevo distintas: os planaltos ondulados, do tipo mares de morro do oeste e uma área de chapada, mais plana e mais alta, a nordeste. As altitudes variam entre 650 e 1.200 metros. O relevo é bastante compartimentado, com depressões nos vales dos rios São Marcos e Paranaíbas, uma chapada a nordeste e mares de morro no restante do município. A despeito de pequenas áreas onde há remanescentes de mata atlântica, o domínio morfoclimático típico é o dos Cerrados.

O embasamento rochoso é do Complexo Araxá, com rochas entre 650 milhões e um bilhão de anos, com farto predomínio de rochas cristalinas, em especial metamórficas, como xistos e gnaisses, além de quartzos os mais diversos. Há dois complexos ultramáficos no município: Catalão I e Catalão II. Neles há importantes jazidas de nióbio, fosfato (exploradas), titânio, vermiculita e terras raras.

 
Cerrado, elemento natural característico.

O município de Catalão encontra-se quase que exclusivamente no complexo dos cerrados: vegetação de cerrado típico, campo cerrado, cerradão, veredas, além de manchas eventuais de mata atlântica. Os animais são em sua maioria aqueles dos cerrados, com alguns tipos comuns em áreas de mata atlântica, incluindo animais quase extintos em Goiás, como a anta e a piracanjuba. Em relação ao sítio urbano, seja em função da relativamente abundante presença de praças, parques, bosques e reservas, seja por que muitas das casas contam com quintais arborizados com árvores frutíferas, o que garante alimento constante e diverso, no sítio urbano de Catalão há um abundante número de espécies e espécimes de animais. Entre estes, dominam os pássaros, sobretudo passeriformes, psitaciformes e estrigiformes, mas também aves mais raras, como urutaus, tucanos e canários da terra. Todavia há também inúmeras variedades de peixes, répteis e até mamíferos, alguns bastante incomuns para um sítio urbano, encontrados nos bosques, como macacos, saguis, pacas, tamanduás, capivaras e lontras, dentre outros.

Os principais rios que cortam o município são os rios Paranaíba, São Marcos, Veríssimo e São Bento. Além destes há um sem número de cursos d'água de menor monta, merecendo algum destaque o ribeirão Pirapitinga, que corta o sítio urbano e o ribeirão da Custódia, que atravessa importante região agrícola.

Relevo

O município de Catalão possui duas paisagens geomorfológicas distintas: a nordeste do Rio São Marcos, uma área plana de chapada, com altitudes oscilando em torno dos 1.000 metros e ao sul desta, escarpas e mares de morro ; a oeste do referido rio, áreas mais acidentadas, entremeadas por pequenos vales fluviais chamados veredas, com altitude oscilando em torno dos 800 metros. Finalmente, as porções mais baixas do território encontram-se na parte meridional do mesmo, nas margens do rio Paranaíba, cercania dos povoados de Pedra Branca e Olhos d'Água, onde as altitudes estão próximas dos 650 metros e o relevo é suave. Indo destes vales para as direções norte e leste, começam os domínios de mares de morro, os quais predominam largamente no município; neles, as altitudes aumentam paulatinamente, chegando a estar entre 800 e 900 metros na região do município de Catalão e a mais de 1.200 metros, seguindo rumo ao norte.

Finalmente, na porção nordeste do município, ocupando cerca de 100 mil hectares, se encontra o Chapadão de Catalão, que se prolonga pelo Estado de Minas Gerais, quase todo acima da cota dos mil metros de altitude. É uma área de relevo bastante plano, com baixa declividade e solos profundos, cercado por áreas bastante escarpadas ao sul e pelos rios Paranaíba, a leste, e São Marcos, a oeste. Em relação ao sítio urbano, ocorrem três formas de relevo básicas: morros, pequenos vales e áreas planas elevadas. Os morros do município são três: o de São João é o mais alto e no alto do qual existe a Igreja de São João, construção de relevante interesse turístico; Três Cruzes, no alto do qual situa-se o centro cultural e Santo Antônio, o mais baixo dos três e que tem em seu cume, a igreja de Santo Antônio, que também tem interesse histórico. Entre estes morros há um sem número de vales e baixadas, entrecortados por córregos como os do Almoço e do Pirapitinga. Finalmente, ao norte do sítio urbano, há uma área plana e alta, com altitude de cerca de 900 metros, que é para onde o sítio urbano mais está se expandindo.

Solo e uso

 
Um parque, com solo à vista.

Devido a sua grande extensão, no município de Catalão há, classificados pelo IBGE[24] 10 paisagens pedológicas. Nestas 10 paisagens, há 4 tipos de solo dominantes: na porção oriental temos três domínios pedológicos: na área da Chapada de Catalão predominam largamente os latossolos vermelho-amarelos eutróficos; um pouco mais ao sul, na área de cuestas e escarpas que envolvem a porção meridional da Chapada, temos a presença dominante dos neossolos litólicos (litossolos) e ao sul, no sudeste do município, há uma paisagem pedológica onde predominam largamente os latossolos vermelhos eutróficos.

Caminhando rumo a oeste, em toda a porção central do município de Catalão, há uma área de predomínio de cambissolos háplicos, em associação com vários tipos de latossolos, inclusive com uma pequena porção em que estes, na sua apresentação vermelho amarelo distrófica. Por fim, na porção ocidental do município, predominam os argissolos, em várias apresentações, em geral vermelho-amarelos.

Acompanhando os tipos pedológicos, o uso da terra também varia bastante: assim, na porção oriental, nas áreas de latossolos vermelho-amarelos eutróficos da Chapada, domina o cultivo de grãos (soja, milho, trigo, feijão); nas áreas de litossolos não há qualquer atividade agropecuária e nas áreas de latossolos vermelhos do sudeste catalano, predomina a pecuária de corte. Na porção central, onde dominam os cambissolos, predominam a agropecuária familiar, com pequenas lavouras e áreas de pecuária leiteira, a qual domina o uso da terra na porção ocidental, área de predomínio dos argissolos.

Sítio urbano

 
Horizonte norte, do morro das Três Cruzes.

O sítio urbano localiza-se nas cabeceiras do Ribeirão Pirapitinga, um pequeno afluente do rio Paranaíba, que deságua próximo do município de Anhanguera. Situa-se em altitudes que vão de cerca de 800 metros, nos arredores do ribeirão Pirapitinga e do córrego do Almoço, até mais de 900 metros, próximo aos três morros do município (São João, Santo Antônio e Três Cruzes) e das áreas elevadas e planas do norte do município.

O município é bem servido de praças e lagos artificiais, construídos para amenizar a baixa umidade do ar no inverno local (quase sempre entre 20% e 30%) e servir de áreas de lazer. Conta com um pequeno bosque, no setor das Mansões; uma pequena área de vegetação hidrófila de Cerrados, no alto curso do ribeirão Pirapitinga; uma reserva biológica de Mata Atlântica, no setor Universitário e; uma grande área de cerrados, no chamado "Pasto do Pedrinho", área de propriedade da municipalidade onde se planeja a construção de um parque zoobotânico. No alto curso do córrego do Almoço há ainda charcos e bosques de buritis, mas em áreas privadas.

Todavia, em função sobretudo do fato de ter já quase 300 anos e ter crescido na forma de "surtos" de desenvolvimento, bem como do número de veículos (mais de 60.000[25]), bastante significativo para um município de 90.004 habitantes e das muitas vias estreitas e subdimensionadas, o tráfego no sítio urbano chega a ser bastante confuso, sobretudo nas vias de maior circulação. Outro ponto negativo são as queimadas, feitas ilegalmente nas áreas baldias e que acontecem justamente no inverno, quando o ar é mais seco, o que causa um significativo índice de pessoas com problemas respiratórios nesta época do ano.[26]

Fonte: Wikipedia